quinta-feira, junho 06, 2013

O enfermeiro português será um Super-homem?

«Acusar os outros de ignorância porque desconstroem as realidades fabricadas na aparência é, no mínimo, ser escravo e disso ter orgulho» (in ‘O Corpo e o Nada’, 2013, Apeiron Edições)
 
O facto de se viver em Portugal um clima de profunda depressão psicossocial e económica justifica a eventualidade de certas lutas corporativistas serem vividas com inédita agressividade mas não justifica que essas mesmas lutas assumam o aspeto de uma tentativa de conquista da própria Realidade. É bem sabido que o contexto dos sistemas de saúde é, como sempre foi, dado às lutas de poder e aos conflitos interdisciplinares (ao mesmo tempo que uma certa ética das “boas práticas” reitera a importância do trabalho em equipe), mas uma situação única, verdadeiramente inédita no Mundo, está a suceder e tem criado, agora mais do que nunca, um enorme cisma entre os profissionais de saúde. Trata-se do fenómeno do “enfermeiro” enquanto Super-homem (no sentido quase nietzscheniano do termo) que se arroga a capacidade de poder praticamente substituir o trabalho de todas as outras profissões de saúde, situação que ganhou um crivo particularmente consternador com a recente saída da Circular Normativa n.º 19/2013/DPS de 15 de Abril de 2013 da ACSS relativa à “Uniformização dos Registos de Enfermagem em Cuidados de Saúde Primários”circular-normativa-19-2013-DPS.pdf.
Se é já algo conhecida a intenção do enfermeiro de “substituir” o médico em muitas das suas competências, o que inclui a ambição do primeiro de vir a ater o poder de “receitar” exames complementares e medicamentos – o que é estranho, atendendo ao discurso do (mesmo) enfermeiro enquanto profissional “holístico” e “não médico”, apologia da autonomia que deveria ser compatível com um espírito “clínico” menos prescritivista – é provável que muitos portugueses não tenham ainda uma grande consciência de que a ambição a longo prazo do enfermeiro passa por vir a substituir muitos outros profissionais nas suas diversas habilitações. E, observada e estudada a Circular em questão, as competências que se apresentam como sendo “do enfermeiro” incluem muitas das atividades normais do fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, terapeuta da fala, psicomotricista e psicólogo, profissões cuja especialização permite, com obviedade, a execução das ditas atividades com um grau bastante mais elevado de competência. Competência obtida a partir de um modelo de expertise que tem por trás anos e anos de formação graduada e pós-graduada, experiência e treino específicos, assomados a formações e vivências singulares, que honram o espírito da “arte”/”ciência” em questão na sua densidade científico-académica e técnica e na sua maturação humana e espiritual num ponto comparativo que é o do nível dos pares internacionais… com tudo isto, toda esta riqueza concetual e multiparadigmática, dada por anos de vivências insubstituíveis por parte dos mesmos profissionais que criaram, pensaram ou amadureceram grande parte dos métodos referidos no documento, a ser ridicularizada, pretensamente “diminuída”, por uma Circular (apadrinhada por interesses particulares e economicistas) que adota a falaciosa teoria da “Polivalência”, que, de tão “Poli” pouco terá de “Valência”.
É certo que a Circular só se refere aos ‘Cuidados de Saúde Primários’, mas é um precedente que se abre agora e se torna aparentemente “legal” e que não pode deixar de se sentir como o início de uma nova Era em Saúde no nosso país (aliás em todo o Mundo), em que o enfermeiro – outrora um profissional “auxiliar” (se bem que de importância inquestionável) – passará a ser praticamente “O Profissional” único e heroico dos Serviços de Saúde; passe-se a lógica ego-maníaca e classista da coisa que, mesmo sendo um “arquétipo” incluso do animalismo humano, assume proporções desmedidas e pouco inteligentes neste nosso país de “padrinhos”…
Relativamente à Circular, ao que parece, a partir de agora, nos Centros de Saúde, o enfermeiro passará a poder ser responsável por atividades como “Testes de Psicomotricidade”, “Exames de alterações da fala e da linguagem”, “Cinesiterapia Corretiva Postural”, “Reeducação Funcional de cada membro com análise simultânea do movimento e registo”, “Treino de Equilíbrio e Marcha”, “Terapia Ocupacional”, “Treino de escrita à mão ou à máquina de escrever/computador”, “Execução de ligaduras funcionais ou gessos”, “Reabilitação Cardíaca Individual”, “Reabilitação Otolítica”, “Sessões Psico-Educacionais familiares em grupo (…)”, “Terapia Ocupacional em Psiquiatria”, entre muitas outras que, pelo seu elevado grau de especialização, exigiriam muito mais do que um “simples” profissional de enfermagem (cuja “especialidade” não é suficientemente “específica” e simultaneamente abarcante, a não ser, claro, que este profissional tenha passado a augurar de capacidades sobre-humanas).
As diferentes atividades a que a Circular se refere requerem um número elevado de profissionais e uma gestão dos Cuidados feita de modo a que diferentes serviços ou centros possuam dissemelhantes valias e equipes diferentemente constituídas. É um tipo de “multiplicidade” nem sempre favorável à noção de Uno (que é apanágio da Totalidade, de um “holos” que reside no próprio paciente e sobretudo na sua “transcendência”), mas necessária à organização cognitiva dos saberes e à pragmática psicossocial das atividades, cujos conteúdos são demasiadamente abarcantes para poderem ser geridos por um só ser humano.
Os enfermeiros defendem-se com a suposta legalidade da situação e com a grande compatibilidade da mesma com a crise (pois os serviços serão geridos por profissionais mais polivalentes), quando, durante anos defenderam a importância da existência e exercício de uma equipe inclusiva de diferentes valências. Que é, na verdade, basicamente o que existe em todos os outros países, nos quais as leis são mais claras e os diferentes profissionais coexistem, e todos os que citei lá em cima possuem real existência e inclusão no nível mais elevado da Classificação Internacional das Profissões.
Ora, se o nosso país é único no respeitante a esta situação alarmante e que tem preocupado milhares de jovens terapeutas que já tantas dificuldades possuem em arranjar emprego ou em realizar atividades minimamente prestigiantes e edificantes, é porque os enfermeiros têm sabido escalar e ocupar lugares robustos no tecido governamental e organizacional português. Não que desmereçam esses lugares ou que não possuam grandes valências, assim como qualidades indiscutíveis, mas, de facto, o poder do enfermeiro no nosso país não tem paralelo e está a crescer de um modo tal que coloca em perigo os lugares e valências de outros profissionais igualmente qualificados e com níveis importantes de competências específicas.
A situação tem provocado grandes conturbações entre as associações e grupos profissionais dos diferentes terapeutas e técnicos de saúde, pelo sentimento de profunda injustiça perante tal ilegitimidade. Também já há quem augure que os enfermeiros pretendem vir a efetuar atividades relativas ao Serviço Social, à Terapia Familiar, entre tantas outras que requerem uma preparação especial. E ao mesmo tempo que os enfermeiros vão passando anúncios na televisão bem “alusivos”, uma petição (http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N40825) de cujo texto base eu próprio sou autor (petição base da Terapeuta Leonor Lainho) já circula com milhares de assinaturas.
Temos, assim, que uma classe profissional outrora maltratada passa de “cordeiro” a “lobo”, com aparente traição de muitos dos princípios holísticos e de “humildade” que, ainda há poucos anos, vinham a defender, o que nos leva a pensar que, mais uma vez, tudo não passa de uma lógica de poder e que os injustiçados de hoje passam a ser os injustos de amanhã.
 
Publicado em 'Hospital do Futuro'

18 comentários:

Fabio disse...

nd mais ha a comentar a este teu post tão básico. Por mim os enfermeiros fazem mt mais do que deviam... e sabes porque? porque se não o fizerem, ninguem mais faz e os doentes é que sofrem. Agora uma coisa é certa... devia ser PAGO pelo que faz como enfermeiro e pelo resto também. Pois tu certamente só fazes o que a tua "escolinha" te preparou. Agora passa um dia com enfermeiros de alguns, muitos, serviços e vais ver o que eles fazem... Toma juízo pá!!!

Anónimo disse...

Caro Luís,

Acredito que seja fisioterapeuta e ensaísta. Mas pelos vistos nunca foi utente ou doente, pois não? Caso contrário, nunca teria proferido tais palavras ridiculas e ignorantes.

Anónimo disse...

este post so demonstra a total ignorancia relativa a profissao de enfermagem..Profissional auxiliar??? Simples profissao?? Quem nao conhece a realidade..pois bem!! sITUE-SE!!

Anónimo disse...

Só te quero ver ventilado.... Depois "conversamos"! Boa sorte.

Santos e Ferreira Saúde Lda disse...

Sou Enfermeiro e muito me orgulho da profissão.
Não vou entrar em ameaças pois não concordo com as mesmas. Opiniões são isso mesmo,opiniões.
A sua, tem algum traços de verdade mas muito desconhecimento pela nossa profissão.
Devo dizer que, antes de emitir um sem fim de incongruências tenha pelo menos a honestidade de as esclarecer com alguém da profissão, verá que, ao igual que todos nós, a sua opinião mudará.

Anónimo disse...

"Os cães ladram e a caravana passa..."

Hugo Goncalves disse...

Pura ignorância. Que triste discurso, e ainda publica esses seus comentários.
Vá mas é trabalhar.

Anónimo disse...

Você é ignorante não? Tem mesmo a certeza que aprendeu a diferença entre um enfermeiro e um fisioterapeutas? Vá lá procurar ao google e remeta-se ao silencio.... Em relação aos enfermeiros de reabilitação vá pesquisar mais um pouquinho no google e repare a quanto tempo existe esta profissão... É triste ver um profissional de saúde que quer falar de trabalho em equipe mas que nem sequer sabe respeitar os outros.... Sr fisioterapeutas é por estas e por outras que as coisas nem sempre correm bem... Enfim realmente nem todos podem ser ENFERMEIROS...ou melhor dizendo super enfermeiros!!!
Enfermeira Veronica Especialista em enfermagem de reabilitacao

amelia disse...

Li o seu, como lhe hei-de chamar, texto... Fiquei estupefacta...
Por acaso, sou enfermeira, mas acima de tudo sou cidadã e possível utente do SNS, de facto e não posso estar mais indignada com a sua opinião ignorante acerca da profissão de enfermagem.
Trabalho em neonatologia e sinto muitas vezes falta do trabalho em equipa que inclua o profissional fisioterapeuta e terapeuta da fala. As vezes esse apoio chega, mas tardiamente e o tempo despendido com os nossos utentes em internamento é tão curto, que mal se sente o seu efeito. Por isso e porque os enfermeiros trabalham junto do doente 24h por dia, tentamos trabalhar em parceria (sem substituir nada nem ninguém) e tendo em conta os conhecimentos científicos adquiridos e que nos permitem atuar em diferentes áreas olhando o doente como um ser holístico.
Ora muito bem, a estimulação precoce num prematuro é essencial.
Segundo a sua perspetiva, se eu não tiver um fisioterapeuta especializado em desenvolvimento infantil, não devo prestar os meus cuidados, tendo em conta essa estimulação porque isso é da sua área de intervenção! Ou devo recorrer a um fisioterapeuta apenas experiente com adultos e que não tenha noção alguma da especificidade da área neonatal? E já agora, se eu tiver um recém-nascido com uma lesão do plexo braquial e não tiver colaboração da medicina física, em tempo útil, não devo fazer ensinos aos pais sobre o posicionamento correto porque não sou fisioterapeuta! É isso que me sugere? Que ponha de lado os conhecimentos científicos que adquiri de forma legal e negligencie os meus pacientes, porque alguém se acha ofendido no seu orgulho profissional! Como se diz em bom português, cada macaco no seu galho!! Mas não vamos confundir cuidados de enfermagem, com "a capacidade de poder praticamente substituir o trabalho de todas as outras profissões de saúde" sic... Trabalhemos em equipa em prol dos utentes...e se você quer um bode expiatório para a falta de profissionais de fisioterapia em equipas multidisciplinares no SNS, ataque o governo que é quem gere essas burocracias e deixe em paz os "enfermeiros super-homens". Somos todos profissionais de saúde e devemos lutar pelo tratamento digno dentro deste sistema... Respeite se quer ser respeitado...
PS: vi o seu blog com atenção, porque gosto de adquirir conhecimentos e reparei, por acaso, que escreve sobre psicanalise, espiritualidade, filosofia, teologia…não será isso querer ser um fisioterapeuta super-homem que quer usurpar as competências de outros profissionais: psicanalistas, padres, teólogos, filósofos?!

Anónimo disse...

Meu caro massagista, eu percebo que a inveja é um sentimento amargo e fútil mas pelas palavras ridículas que escreveu, percebe-se que esta profundamente imbuído na sua personalidade! Se vossa excelência que ser mais e melhor profissional, não tenha medo de invejar os melhores, pense que com estudo e dedicação talvez alcançará a excelência dos ENFERMEIROS.
Despeço-me com os melhores cumprimentos e votos de sucesso profissional.

N.B: Com este texto passo-me também a considerar ensaísta.

Raquel disse...

Demonstra ignorância em geral e sobre a enfermagem em particular, mas acima de tudo demonstra uma enorme "dor de cotovelo" (tomo aqui a liberdade de usar também as as "" que tanto utilizou) e falta do que fazer!
Seria mais útil a si e à sua profissão se gastasse o seu tempo a defender a fisioterapia em vez de atacar a enfermagem, não?!

Anónimo disse...

Que palhaço!
Inteire-se da realidade antes de dizer disparates…

(fisioterapeuta casado com uma enfermeira)

Anónimo disse...

Estes "simples" enfermeiros, saos o profissionais d saude que passam 24h com o doente, nao apenas 5m por semana. Logo remeta se a sua profissao e os seu problemas, e deixe os Enfermeiros em paz. Secalhar queria ser enfermeiro mas nao teve media para entrar.eheh

Anónimo disse...

Muito gostam estes enfermeiros de ir buscar a historia (deturpada) que lhe convêm....

E muito gostam os enfermeiros de misturar os alhos com os bugalhos, os fisioterapeutas não são contra os enfermeiros, é tão difícil perceber isso?

Agora é difícil as jogadas de bastidores que levaram à criação desta circular???

O que safa os enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilitação é fazerem parte da grande corporação que é a enfermagem e usam esse loby para marcarem a sua posição.

António Nabais disse...

Boa noite,
Preocupado com os registos de Enfermagem?
Não preocupado com o que os Enfermeiros andam a fazer á muitos anos: cuidar de pessoas que têm múltiplas incapacidade, e o olhar sobre a pessoa está para lá das disciplinas, técnicas ou terapeuta que as realiza. Se o Enfermeiro se preocupa em uniformizar os registos é porque os realiza e se os realiza é porque as pessoas necessitam. Trabalhar em equipa multidisciplinar é um ganho para a pessoa, veja como trabalham os Centros de Medicina Física e Reabilitação, tem Médico, Enfermeiro, Fisioterapeuta, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Assistente Social, pelo menos estes profissionais, quer enviar todos estes profissionais a casa das pessoas ou quer criar em cada ACES um CMFR. Aconselho a preocupar-se com as necessidades das pessoas e não com o que os enfermeiros registam, pois só registam o que fazem. Ainda assim conheço alguns Fisioterapeutas que vão a casa das pessoas e trabalham bem, nunca vi os Enfermeiros a reclamar que não devem ir.
Quem gosta tanto de Nietzsche merecia ser mais livre.
António Nabais
Enfermeiro

Enfº Norte disse...

Mas já devia saber que TO, TF, FST, Podologia, é tudo derivado da prática da Enfermagem - que foi deixando escapar estas competêncião confundir que estou contra estas especialidades técnicas, antes pelo contrário. Mas reconheça-se que o Enfº é a ponte entre todas, é o pivot dos Cuidados.

são superhomens pois estão 24/24h com os utentes; um FST está 3omin com um utente operado ao joelho p.ex.; o enfº está o restante tempo, e sobretudo, instruindo para os autocuidados (de que serve recuperar força e ADM, se depois nem consegue o utente deammbular com segurança, entrar e sair da cama, vestir-se com autonomia..?)

Já agora, Enfermagem de Reabilitação são 2 anos e não 2 semestres. E não queira comparar o incomparável.
De resto, tenho o maior respeito por todos os outros técnicos. E essa assunção de que é pelo "lobbi" e "poder" enfermeiro... está concerteza a confundir com o lobbi médico (a enfermagem não possui nem lobbi suficientemente poderoso para menear estes conformes como nos acusa =) ).
Pense: é pelos enfermeiros pou pelos médicos, que a fisioterapia ainda não tem ordem?? é que manter a fisioterapia dependente da fisiatria, é mais rentável... e não para os enfermeiros, certo?
vá, cumprimentos. informe-se melhor 1º., antres de acusar seja quem for

Enfº do Norte disse...

Ao prezado colega Fisioterapeuta (de trabalho; sou Enfº Reabilitador), um texto que o mesmo deve ler, com atenção. evitando ensaios coléricos ou desinformados.
Um abraço

http://sersindicalista.blogspot.pt/2013/06/o-enfermeiro-portugues-sera-um-super.html

Anónimo disse...

Mas afinal qual a opinião do autor em relação à co habitação de inúmeras profissões como: dentistas e estomatologistas ; oftalmologistas e optometristas; psicólogos e psiquiatras; engenheiros civis e arquitectos; fisioterapeutas e ... terapeutas ocupacionais, fisiatras, massagistas, ergoterapeutas, cinesioterapeutas (não quero falar dos muitos curiosos que dizem ser fisioterapeutas). Esquece-se também de referir que em muitos países a reeducação funcional respiratória é uma área de atuação transversal e em que é tida como uma especialização onde entram enfermeiros ou fisioterapeutas… Há experiências para todos os gostos! Mas a realidade prática da fisioterapia em Portugal está longe do que refere, mas há bons e maus profissionais em todos os lados! Nunca se esqueça que a fisioterapia não é reabilitação (é uma visão redutora, conservadora e corporativista)! Os enfermeiros também não são a reabilitação, mas podem ajudar! Tal como muitos outros profissionais…a reabilitação é transversal a muitas áreas e disciplinas na saúde!
O que há mais são exemplos de competências e técnicas transversais a várias profissões. Impedir enfermeiros de prestar cuidados de reabilitação é um completo absurdo. Um dos maiores objetivos de sempre da enfermagem é capacitar a pessoa para o auto cuidado ... é preciso dizer mais alguma coisa! Claro que há áreas da enfermagem de reabilitação que se cruzam com a fisioterapia... e depois? Nas unidades de internamento/ enfermarias, nos cuidados domiciliários não será útil ter enfermeiros de reabilitação? Eu acho sim. Preocupe-se com os massagistas e principalmente com os falsos fisioterapeutas que andam por aí